Novo Governador afirma que parcelamento dos salários pode continuar por mais 2 anos

PARCELAMENTO DO SALÁRIO

Em entrevista à Rádio Itatiaia, o novo Governador de Minas Gerais Romeu Zema afirmou que o parcelamento do salários dos servidores pode permanecer por mais 2 anos, a depender das ações do Governo Federal e da Assembleia Legislativa (ALMG).

Segundo ele, esse prazo pode diminuir um pouco ou até mesmo se estender e "jogou" a responsabilidade da resolução do problema financeiro do Estado na "conta" do Governo Federal e da ALMG.

O 13º SALÁRIO

Sobre o 13º salário o Novo Governador (Romeu Zema), afirmou que ainda não tem conhecimento sobre a real situação do Estado e sobre as medidas tomadas pelo atual Governador sobre o pagamento do 13º salário. Ainda, segundo ele, a equipe de transição começará a tomar conhecimento sobre as economias do Estado na próxima semana.

SITUAÇÃO FINANCEIRA DO ESTADO

O atual Governador Fernando Pimentel encaminhou para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) o Projeto de Lei nº 5406/2018, que prevê as receitas e despesas para o ano de 2019.

O artigo 2º do Projeto de Lei prevê O Orçamento Fiscal do Estado de Minas Gerais para o exercício financeiro de 2019 estima a receita em R$100.330.308.180,00 (cem bilhões trezentos e trinta milhões trezentos e oito mil centos e oitenta reais) e fixa a despesa em R$111.773.670.980,00 (cento e onze bilhões setecentos e setenta e três milhões seiscentos e setenta mil novecentos e oitenta reais). Ou seja, haverá um déficit de mais de 11 bilhões e quatrocentos milhões de reais para o ano de 2019. Esse é o cenário que o Novo Governador encontrará no seu primeiro ano de mandato.

Importante lembrar que quanto o Governador Fernando Pimentel assumiu o Governo de Minas o Estado já se encontrava em déficit fiscal, porém no montante de pouco mais de 2 bilhões de reais, conforme relatório publico pela equipe de governo de Fernando Pimentel quando assumiu em janeiro de 2015. Cabe ressaltar, que após um auditoria feita no Estado, a equipe de Fernando Pimentel, constatou em abril de 2015 que a dívida real herdada do antigo Governo era de mais de 7 bilhões de reais.

Portanto, nos últimos 4 anos o déficit do Estado praticamente triplicou, tornando a "missão" do Novo Governador, de colocar as contas em dia, ainda mais árdua.