Petroleiros anunciam greve contra política de preços da Petrobrás

Crise de abastecimento de combustíveis pode piorar nos próximos dias devido ao anuncio de paralisação de atividades nas refinarias da Petrobras.

Sindicato da categoria anuncia paralisação por 72 horas em todo o país como protesto pela política abusiva de reajuste adotado pela estatal.

Petroleiros do Unificado iniciaram a semana com paralisações de advertência na Refinaria de Paulínia (Replan) e Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá. Os atos, de apoio ao movimento dos caminhoneiros e contra a política da Petrobrás de reajuste diário dos preços dos combustíveis, tiveram adesão em massa dos trabalhadores do turno e do setor administrativo.
A manifestação nas duas refinarias tem como eixo principal de reivindicações a mudança da política de preços da Petrobrás, imposta por Pedro Parente em julho do ano passado, que permite reajustes diários nos valores do diesel, da gasolina e do gás de cozinha. A pauta inclui ainda a manutenção dos empregos, a retomada da produção interna de combustíveis, o fim do desmonte e da privatização do Sistema Petrobrás.
“O governo brasileiro adota uma política colonialista, privilegiando o produto importado e favorecendo o mercado estrangeiro. Só no ano passado, o Brasil importou R$ 7 bilhões de óleo diesel somente dos Estados Unidos. Estamos importando cerca de 30% da nossa demanda”, afirmou o diretor do Sindicato Arthur Bob Ragusa.
Para os petroleiros, Pedro Parente pratica uma política de sabotagem da própria Petrobrás, já que o Brasil detém toda cadeia de petróleo (extração, refino e distribuição), com condições de atender o mercado interno, sem a necessidade de aumentar as importações de derivados, como tem feito Parente, desde que implantou a nova política de preços. “A tática é manter nossas refinarias com carga reduzida e aumentar as importações de derivados. Quando faz isso, Parente promove o sucateamento do Sistema Petrobrás, que faz parte dos planos de privatização”, destacou o diretor Alexandre Castilho.

Foto: ACGNews
Greve nacional
As mobilizações realizadas hoje na Replan e Recap também serviram de aquecimento para a greve nacional da categoria, que começa à meia-noite de quarta-feira (30). A Federação Única dos Petroleiros (FUP) convocou uma paralisação de 72 horas, em todo o país, contra os preços abusivos dos combustíveis e do gás de cozinha e a privatização da Petrobrás e pela saída imediata do presidente da estatal Pedro Parente.
“Os petroleiros se somam à luta dos caminhoneiros, porque, juntos, os trabalhadores têm condições de mudar o rumo desse país e colocar o Brasil de novo nos eixos”, declarou o coordenador do Unificado, Juliano Deptula.


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Att,
Polícia PELA ORDEM

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