Comissão de Segurança Pública em "pé de guerra"!

Aconteceu na manhã de ontem (01/11), uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais - ALMG, para discutir uma possível violação dos direitos e garantias fundamentais de militares lotados no Hospital da Polícia Militar. O requerimento para a audiência pública foi apresentado pelo Deputado Sargento Rodrigues.

Já na primeira fase da reunião, em que são aprovados os requerimentos, começaram as divergências políticas entre os parlamentares. O Deputado Sgt Rodrigues, Presidente da Comissão de Segurança Pública, apresentou um requerimento de audiência pública para discutir o atraso nos pagamentos e o parcelamento dos salários, além do pagamento do 13º.

Como existia um "acordo de cavaleiros" entre os parlamentares, de que todo requerimento deveria ser protocolado previamente, para que todos tivessem conhecimento do conteúdo antes da votação, e o Deputado Sargentos Rodrigues apresentou o requerimento de audiência pública no momento em que os outros requerimentos já estavam em votação, a confusão começou.


Os parlamentares da base de governo votaram contra a aprovação do requerimento, exigindo que houvesse um protocolo prévio e a que o requerimento fosse votado na próxima terça-feira (08/11), quando todos tivessem o conhecimento do conteúdo e pudessem analisar as consequências. Importante ressaltar que o procedimento de apresentar o requerimento na própria reunião das Comissões, sem o protocolo prévio, é previsto no regimento da Assembleia e é comumente utilizado.

Após a discussão inicial a audiência pública começou. Em dado momento o Deputado Paulo Guedes do PT (membro da Comissão), fez uso da palavra e disse que não iria aceitar mais audiências públicas que não atendessem o interesse da segurança pública, acusando o Sgt Rodrigues de fazer uso das audiências públicas para atacar o Governo e, ainda, que a Comissão estaria sendo usada como uma forma de corporativismo militar, para defender privilégios da Classe Militar, chegando a indagar sobre a necessidade da PM em ter um Colégio Militar.

Depois das críticas proferidas pelo Deputado Paulo Guedes, o Sgt Alexandre, Presidente da ASCOBOM (Associação dos Corpos de Bombeiros e Militares), solicitou o uso da palavra para defender a necessidade de um Colégio Militar da PM e, novamente, se iniciou a discussão, porém agora com troca de ofensas entre o parlamentar e o representante da entidade de classe. O clima esquentou ainda mais com xingamentos de ambos os lados e o pedido do Deputado Paulo Guedes de que o Sgt Alexandre fosse retirado da audiência pública e processado por desacato.

O Sgt Rodrigues defendeu o militar e informou ao Deputado Paulo Guedes de que não existia desacato provocado, pois foi ele inicialmente quem ofendeu o militar chamando-o de "moleque".

O Deputado Cabo Júlio que tinha saído para participar de outra Comissão retornou e solicitou o uso da palavra para defender o Sgt Alexandre da ASCOBOM. Informou o militar que a Assembleia era a Casa do Povo e que os deputados da base deveriam estar preparados para ouvir as críticas do povo.

Antes de encerrar a audiência o Deputado Paulo Guedes solicitou à assessoria da Casa que providenciasse documento a ser encaminhado ao Comando do Corpo de Bombeiros para que a Instituição tome providências contra o Sgt Alexandre, que pertence ao Corpo de Bombeiros.

Do lado de fora da audiência, militares ficaram revoltados com a atitude do Parlamentar (Deputado Paulo Guedes).

Além das manifestações do Deputado Sargento Rodrigues e Cabo Júlio, o Deputado João Leite também manifestou apoio ao sargento Alexandre da ASCOBOM.


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Att,
Polícia PELA ORDEM

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