Em votação expressiva Governo tem nova derrota pelo impeachment

A voz das ruas ecoou no plenário da Câmara dos Deputados Federais na data de ontem (17/04) em Brasília e, com uma votação expressiva de 367 votos pelo SIM (a favor da continuidade do processo de impeachment), o governo federal teve a mais dura derrota até o momento.

Mesmo os partidos considerados "aliados" do governo, como no caso do PDT, tiveram vários votos a favor do impedimento da Presidente Dilma, como ocorreu no voto do Deputado Federal Sub Ten Gonzaga do PDT de MG. O Deputado justificou seu voto alegando que representa os policiais e bombeiros militares de Minas Gerais.

Sob a alegação de "não vai ter golpe", por não reconhecer nenhum crime praticado pela Presidente, os deputados da base governista chegaram a incitar o povo à luta e alegaram que outros presidentes também já se utilizaram dessa "estratégia política".

O processo de impeachment não é um processo criminal e sim político-administrativo, por isso não é necessário a condenação prévia em um processo criminal para que a Presidente seja julgada pelo Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado). A decisão é meramente política com o fundamento em arbitrariedades, ilegalidades ou abuso de poder de quem detém o poder.

Vários deputados de oposição ao governo embasaram os votos na alegação de que a presidente Dilma cometeu uma espécie de "estelionato ou fraude" por ter "maquiado" a real situação do país que já estaria "quebrado" antes das eleições, o que muitos denominam de "pedaladas fiscais".

Após a aprovação na Câmara dos Deputados, o processo de impeachment segue agora para o Senado Federal, que por maioria simples, ou seja, metade mais um dos votos dos Senadores poderá receber o processo e afastar a presidente por até 180 dias, prazo máximo para o julgamento. No Senado será analisado o mérito do pedido de impeachment, com a análise das provas produzidas no procedimento, garantindo a ampla defesa e o contraditório, onde ocorrerá nova votação, agora dependendo de maioria qualificada (2/3 dos 81 Senadores), para afastar definitivamente a Presidente.


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Att,
Polícia PELA ORDEM

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