Servidores da Segurança Pública realizarão ato de protesto contra atraso nos salários

Os servidores ligados à área de Segurança Pública, policiais militares, bombeiros militares, policiais civis e agentes penitenciários, realizarão ato de protesto contra o atraso e parcelamento de salários, além da garantia de direitos já conquistados pelas classes.

O ato ocorrerá às 13:00 horas de hoje (02/03) e iniciará na Praça da Assembleia Legislativa, tendo previsão de deslocamento (em carreata) até a Cidade Administrativa no bairro Serra Verde, zona norte de Belo Horizonte.

Estima-se que participarão do evento mais de 3 mil servidores, já que no primeiro ato, que aconteceu no dia 02 de fevereiro, teve a participação de aproximadamente mil pessoas, entre ativos e inativos.


Não se trata de um ato político contra o Governador Fernando Pimentel ou o Partido dos Trabalhadores (PT), mas em favor da manutenção de direitos já conquistados pelos servidores da segurança pública de Minas Gerais, como o pagamento do salário no 5º dia útil de cada mês.

No início do mês de janeiro o Governo anunciou o parcelamento dos salários de todos os servidores do estado, obedecendo um calendário, conforme o valor líquido a ser recebido.

Veja como ficou o parcelamento de março e abril:
  • Servidores com vencimentos de até R$ 3 mil – o que correspondem a 75% do funcionalismo – vão receber integralmente no 5º dia útil de cada mês, sendo nos dias 7 de março e 7 de abril.
  • Quem tem o salário de até R$ 6 mil, que corresponde a 17% do funcionalismo, vai receber R$ 3 mil no dia 7 e o restante no dia 11. Em abril, os pagamentos serão nos dias 7 e 12.
  • Os servidores que têm o salário maior que R$ 6 mil, que correspondem a 8% do funcionalismo, vão receber R$ 3 mil no dia 7, R$ 3 mil no dia 11 e o restante no dia 16. Em abril, os servidores vão receber nos dias 7, 12 e 15.
O parcelamento dos salários tem previsão inicial de ocorrer até o mês de abril, porém o Governo não descarta prorrogá-lo, se as condições econômicas do Estado não melhorarem.

Ainda segundo o Governo, o parcelamento é fruto da diminuição da arrecadação com impostos pelo Estado, além do aumento da dívida feita pelo governo anterior com base no preço do dólar (que praticamente dobrou a dívida). Ademais, a crise não é apenas em Minas Gerais e atinge todos os estados brasileiros e, inclusive, outros países.

A medida de parcelamento de salários dos servidores também foi adotado por outros estados como o Rio Grande do Sul, Goiás e Rio de Janeiro.

Recentemente, o Governo anunciou corte nos gastos, com uma economia de R$ 2 bilhões ao cofre do Estado, o que significaria 1/3 da folha de pagamento. O anúncio trouxe grande indignação aos militares, haja vista a medida estar fundamentada no não repasse pelo Governo do valor devido ao Instituto de Previdência dos Servidores Militares (IPSM), algo em torno de R$ 360 milhões. Porém, o Governador voltou atrás e decidiu manter o repasse ao IPSM.


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Att,
Polícia PELA ORDEM

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