Samsung Galaxy J5 Prime Dual Chip Android 6.0 Tela 5" Quad-Core 1.4 GHz 32GB - R$ 829,00 em 10X

Samsung Galaxy J5 Prime Dual Chip Android 6.0 Tela 5" Quad-Core 1.4 GHz 32GB - R$ 829,00 em 10X
Clique na imagem para abrir a página da promoção

Sequestradores de família têm extensa ficha criminal

Casal de bancários, duas crianças e babá foram vítimas de Dois foragidos de regime semiaberto e de criminoso em liberdade condicional, que tinham intenção de assaltar agência, segundo a polícia

Guilherme Paranaiba - Estado de Minas 
Chefe da quadrilha, Rosiel Vieira dos Santos, de 31 anos, disse que objetivo era fazer arrastão no prédio (PAULO FILGUEIRAS/EM/D.A PRESS)
Chefe da quadrilha, Rosiel Vieira dos Santos, de 31 anos, disse que objetivo era fazer arrastão no prédio
A invasão de um apartamento no Bairro Fernão Dias, na Região Nordeste de BH, foi consequência da ação de dois criminosos foragidos de regime semiaberto, um terceiro em liberdade condicional e outro que responde a vários inquéritos policiais. Em suas extensas fichas estão homicídios e assaltos, inclusive a banco, e o chamado “crime do sapatinho”, sequestro com intenção de roubo a instituições financeiras. A quinta integrante era uma adolescente de 17 anos. Livre para assaltar, o bando impôs 13 horas de terror ao casal de bancários, duas crianças e uma babá. Houve muita negociação das polícias Civil e Militar e momentos de tensão e medo até a rendição da quadrilha na manhã de ontem. 

Os criminosos se especializaram em sequestrar familiares de funcionários de bancos para assaltar, mas como foram flagrados pela Polícia Militar logo depois da invasão, tiveram de negociar a rendição. O próximo passo das investigações é localizar outros itegrantes da quadrilha, já que a Polícia Civil tem indícios de que eles tiveram cobertura para o ataque.
Como os assaltantes haviam dito à polícia que se entregariam às 6h de ontem, o Grupo de Ações Táticas Especiais da PM (Gate) e o Departamento de Operações Especiais da Polícia Civil (Deoesp) começaram os preparativos para prendê-los. Primeiro, um revólver calibre 38 e uma pistola semiautomática foram entregues com a presença de um repórter de TV, exigência dos bandidos. Segundo o repórter, a porta do apartamento chegou a ser aberta e as armas foram chutadas para fora. 

Às 7h, os cinco envolvidos saíram com as mãos para cima seguidos das três vítimas que permaneciam em cárcere privado e não se feriram. Foram presos o chefe, Rosiel Vieira dos Santos, de 31 anos, condenado por homicídio e roubo, mas que estava foragido; Robert Sampaio de Araújo, de 31; Flávio Júnio de Castro Tito, de 29; Dione Perpétuo Soares, de 39, também foragido; e uma adolescente de 17. Segundo a polícia, a presença feminina é a garantia de uma abordagem sem levantar suspeita.

Segundo as investigações, apesar de o “crime do sapatinho” não ter sido consumado, era clara a intenção dos criminosos, porque eles chegaram ao apartamento procurando pela gerente do banco, dizendo inclusive o nome dela. “Além disso, anunciaram o sequestro às vítimas quando já estavam dentro do apartamento, o que confirma a hipótese”, disse o delegado chefe do Deoesp, Vicente Ferreira. 

O assalto só não foi consumado porque uma vizinha se deparou na garagem com os criminosos vestidos com camisas da Polícia Civil e chamou a PM, que chegou minutos depois e encontrou três assaltantes prestes a deixar o prédio e, provavelmente, dar continuidade ao plano. Desconfiada, a vizinha disse à polícia que se ofereceu para subir com a criança que estava com o casal, mas os assaltantes recusaram. Ela, então, chamou a PM pelo 190.

O primeiro contato da polícia foi feito por três PMs. “Quando eles nos viram, já correram para dentro do prédio e fomos atrás. A porta ficou trancada e eles já começaram a gritar que tinham perdido. Foi aí que pediram a presença de negociadores profissionais, o que motivou a presença do Gate e do Deoesp. Os três vestiam camisas da Civil”, afirma o cabo Agostinho de Souza. Em seguida, começaram a chegar 30 homens do Gate, 21 do 16º BPM, 13 investigadores, dois delegados, além de mais homens do policiamento especializado.

Rosiel seria o chefe de uma quadrilha maior, que já é investigada pela prática de outros dois “crimes do sapatinho” nos último 70 dias na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Como a vizinha que chamou a polícia informou que um veículo preto, provavelmente um Gol, deixou os homens na porta do prédio, pelo menos mais uma pessoa, que dirigiu o carro, está envolvida. Além disso, as vítimas informaram que a todo momento os criminosos faziam contato com comparsas dizendo que iriam se entregar.

Apresentação 

Os assaltantes foram apresentados na sede do Deoesp, no Bairro Gameleira, Região Oeste de BH, e negaram integrar quadrilha especializada no “crime do sapatinho”. “A intenção era fazer um arrastão no prédio, não tenho nada a ver com isso que a polícia está falando e vai ter de provar”, afirmou Rosiel, acompanhado pelos demais. Ele é morador do Bairro Parque São João, em Contagem, na Grande BH, de onde também são os outros quatro envolvidos. 
A quadrilha é apontada pela polícia como responsável pelo tráfico de drogas na região, roubos e homicídios. Apesar de uma testemunha e de a própria PM terem garantido que eles usavam roupas policiais, a perícia não encontrou nada no apartamento nem indícios de que as camisas poderiam ter sido queimadas. 

As estatísticas dos crimes violentos contra o patrimônio, que incluem roubos e sequestros, apontam crescimento desse tipo de ocorrência na Grande BH, segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social. Em fevereiro, foram 2.783 ocorrências desse tipo, número que passou para 3.192 em março, representando um aumento de 14,6%. Em abril, houve novo aumento. Foram 3.291 roubos e sequestros na região metropolitana, número 3% maior que o de março. 

"Eu tive que mentir para as crianças"

Ainda se recuperando do susto, a auxiliar de enfermagem G., babá das meninas de 4 e 2 anos, conversou com o Estado de Minas quando retornou para sua casa em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde foi recebida pelo marido e os filhos de 15 e 19 anos, às 13h15 de ontem. Ela estava preocupada com o marido, que havia passado mal quando soube do sequestro.


A senhora já se recuperou do susto?

Não, ainda estou muito assustada. Estou com a garganta inflamada, não dormi, não comi nada. Não tinha remédio para tomar, não tinha nada. Minha garganta fechou em função do susto.

Como tudo aconteceu?


Eu estava no prédio quando chamaram na campainha. Fui ver e eles estavam vestidos com uniformes…. não posso falar. Eles me proibiram de falar.

Quem proibiu?

Eles (os sequestradores).

Eles ameaçaram voltar se a senhora falasse alguma coisa?

Só falaram: não fala nada. Não suja a gente. Em momento algum eles foram agressivos, até nos ajudaram. Muito educados, prestativos com a gente, principalmente com as crianças, oferecendo comida, falando que a gente podia usar o banheiro sem pedir licença. Só não podia ir para a janela. As menininhas brincaram com eles. Primeiro soltaram uma e depois soltaram a outra, que era menor. Hoje de manhã (ontem) soltaram os três: eu, meu patrão e minha patroa.

E o que passava pela sua cabeça? Pensava na sua família?

Eu pensava na vida das crianças, meu patrão, minha patroa, em mim e nos meus filhos. Elas perguntavam o que estava acontecendo e eu tinha que mentir para elas. Perguntavam porque eles estavam fumando, porque eles estavam falando alto. E elas viam armas nas mãos deles. Eu falava que não era nada, que era o pessoal que tinha ido mexer no prédio. A menina falava que eles estavam sujando a sala. Eu ficava brincando com elas, sempre de costas para eles. Não deixavam a gente olhar para eles. Eles me pediram para levar as crianças para o quarto.

Mas o tempo todo você não podia olhar para eles?

No princípio, eles não deixaram. Depois, falaram que eles já tinha perdido, mesmo, que a gente pudesse olhar. 

Você é religiosa? Acredita em Deus? Rezava?


Sou evangélica e lia a Bíblia, mas ele pediu para fechar a Bíblia. Eu falei ‘por quê’? Ele disse que estava atrapalhando. Eu lia em silêncio, mas ele pediu assim mesmo para fechar a Bíblia e fechei. O outro que estava negociando com a polícia falou: ‘Não, pode ler a Bíblia’. Mas fiquei com medo de abrir a Bíblia de novo….Não quero falar mais nada. Minha garganta está doendo muito. Vou dormir, tomar um remédio e dormir.


O formulário para comentários é publico, portanto seu conteúdo é de responsabilidade daqueles que postam. Os comentários aqui postados serão, assim que publicados, avaliados pelo administrador e se constatado de conteúdo impróprio ou que ofenda a moralidade ou os bons costumes será excluído.
Att,
Polícia PELA ORDEM

Emoticon