Caso Mayana: Anderson é condenado a 18 anos de prisão por morte de jovem; Willian cumpre pena alternativa

Mesmo com alegação de defesa, Anderson responderá pelo crime de homicídio
Foto: Heitor Medeiros / TV MS RecordAnderson é condenado por homicídio; William escapa da prisão
Dayene Paz, MS Record
Anderson de Souza Moreno, de 21 anos, foi condenado nesta quarta-feira (29) a 18,9 anos de prisão em regime fechado pela morte da estudante Mayana de Almeida Duarte, em junho de 2010, durante um racha na avenida Afonso Pena, na Capital. Willian Jhony de Souza Ferreira, de 25 anos que também participava do racha, foi absolvido do crime de homicídio e pode pegar pena alternativa pelo crime de racha.
O julgamento começou às 8 horas, na 2ª Vara do Tribunal do Júri com portas abertas, quase dois anos depois do acidente de trânsito que resultou na morte da estudante. Anderson Moreno e Willian Jony sentaram no banco dos réus.
O plenário da 2ª Vara do Tribunal do Júri ficou tomando por familiares e amigos da jovem. As amigas de Mayana se organizaram com camisetas com a foto da estudante, não puderam se manifestar por determinação do juiz Aluízio Pereira dos Santos, titular da vara. De acordo com o magistrado, a manifestação poderia influenciar no resultado.
O destino de Anderson e Willian foi decido em júri popular, formado por quatro mulheres e três homens. O primeiro a ser interrogado foi Willian que aguardou o julgamento em liberdade. De acordo com relatos do jovem, ele assumiu ter bebido antes de dirigir e que ele e Anderson começaram uma disputa de carros na Afonso Pena.
Em interrogatório, Anderson foi contraditório, dos próprios depoimentos dados anteriormente e à versão de Willian. Ele negou estar fazendo racha e disse que a alta velocidade era pra chegar logo em casa.
Os réus são defendidos por advogados diferentes. A defesa de Willian queria retirar a participação do cliente no resultado final do acidente. Já o advogado de Anderson Moreno defendeu a tese de que o cliente não teve a intenção de matar Mayana. Já a promotoria mantém a acusação sob os dois reús. Os dois são acusados por homicídio com dolo eventual, quando assume o risco de matar.
O advogado de Willian, Abdalla Maksoud Neto sustentou que o rapaz não teve participação no homicídio e também negou que ele estava dirigindo embriagado, mas admitiu a prática de racha.
Já a defesa de Anderson Moreno sustentou que o crime de homicídio fosse desclassificado para culposo no trânsito e alternativamente, lesão corporal seguida de morte, o que não foi acatado pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, que indeferiu o pedido.
Condenação
O júri condenou Anderson a uma pena de 17 anos de reclusão no regime fechado pelo crime de homicídio e um ano e nove meses de detenção e 70 dias de multa quanto ao delito de embriaguez ao volante.
Quanto a Willian Jhony, por ser réu primário e ter requisitos para cumprir pena alternativa, foi reconhecido pelo Conselho de Sentença a infração de embriaguez ao volante e ao racha. No entanto, abriu-se vista ao Ministério Público para manifestar quanto a possibilidade do réu cumprir uma pena alternativa, o que será analisado em até cinco dias.
O caso
Anderson e Willian Jhony tiravam racha na avenida Afonso Pena. Ele dirigia um veículo, modelo Vectra, que atingiu o carro modelo Celta de Mayana, que acabou morrendo 10 dias depois do acidente.
Após o acidente, Anderson teve a prisão preventiva decretada por ter sido flagrado dirigindo na contramão, mesmo com a carteira de habilitação suspensa.


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para mim os dois tem que ser preso por nao so um mais sim os Dois

Balas

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