Polícia Rodoviária indica 11 pontos críticos no Anel Rodoviário

 (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Temporais agravam problemas na via. Os riscos aparecem a cada 2,4km


Paola Carvalho - Estado de Minas


Em cada 2,4 quilômetros há um ponto crítico no Anel Rodoviário. O Estado de Minas percorreu os 26,5 quilômetros da via que corta Belo Horizonte para conferir os 11 locais em que o motorista deve multiplicar a atenção, de acordo com a Polícia Rodoviária Estadual. São 11 trechos em que o risco de acidentes é alto por causa de possibilidade de deslizamento de encostas, alagamentos, estreitamentos de pista, sinalização inadequada, má condição do asfalto, buracos e travessia de pedestres, tudo agravado pela chuva.



Entrando na rodovia pela BR-040, basta 1,5 quilômetro para se deparar com o paredão de lama na altura do Bairro Olhos D’Água, na Região Oeste, que ameaça invadir a pista da direita, reservada para caminhões que seguem no sentido Vitória. Pior do que isso. Logo acima estão as torres gigantes de transmissão de energia da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A empresa informou que equipes estiveram no local e constataram que a estrutura ainda não foi comprometida. “Estamos monitorando e tomaremos medidas necessárias”, informou, por meio de nota.

Pouco mais à frente, ocupações irregulares da Vila Paraíso, entre a entrada para o Bairro Buritis e o Betânia, também na Região Oeste, são nova indicação de alerta, independemente do clima. A chuva, que encharcou o solo, pode comprometer as construções, que podem deslizar. Desmoronamento também é o problema no pátio de apreensão conveniado ao Detran. Partes do muro e da cerca já caíram e forçam toda a estrutura que abriga os veículos. O Detran informou que a responsabilidade é do proprietário do pátio, que não retornou o contato da reportagem.

No km 7, sob a linha férrea, no Bairro Madre Gertrudes, também na Região Oeste, há um problema que ocorre em outros trechos, como nos Kms 16, no Bairro Engenho Nogueira, e 17, no Bairro Caiçara, já na Região Noroeste. É o escoamento da água, que não tem para onde correr. O resultado é alagamento, que se ignorado pode fazer o jato d’água subir e comprometer a visibilidade. Mas se o motorista desacelerar, a chance de um caminhão arrastar o que estiver pela frente não é pequena.

Na reta final, uma divisão de pista com sinalização tardia já fez com que motoristas indecisos subissem sobre o canteiro central. As muretas já desgastadas pelos choques não conseguem proteger os barracões erguidos irregularmente. O local, entre a pista que vai para Sabará e a que segue para o Espírito Santo, é um perigo constante para motoristas e pedestres, pois não é um trecho adequado para travessia de pedestres.


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Att,
Polícia PELA ORDEM

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