Promotora ameaçada em Minas Gerais!

Promotora ameaçada de morte não consegue registrar ocorrência na PM

Laís Silveira teve o carro pichado com a frase 'vadias, a morte sempre está perto', além do pneu furado em quatro pontos


Eugênio Moraes
Promotora
Laís Silveira (esq.) e a amiga estariam sendo ameaçadas há dois anos


A Polícia Civil vai instaurar inquérito para apurar as ameaças de morte que uma promotora de Justiça de Belo Horizonte estaria recebendo. Na tarde de quarta-feira (15), a titular da Promotoria de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar, Laís Silveira, voltava do encontro de um grupo de orações, junto com uma amiga, Lorenza Silva, quando foi surpreendida por uma pichação em seu veículo.

Escrita com spray de tinta amarela, a mensagem dizia "vadias, a morte sempre está perto", e foi deixada na lateral do carro, que ainda teve os pneus furados em quatro pontos. Segundo a promotora, as duas ficaram desesperadas quando perceberam que se tratava de uma ameaça.

Imediatamente, elas saíram do Bairro Belvedere, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, e seguiram em direção à residência de Laís Silveira. Antes, as duas pararam em um posto de gasolina e calibraram os pneus. Próximo ao local, na Avenida Nossa Senhora do Carmo, a promotora avistou uma viatura da Polícia Militar (PM) e pediu por ajuda.

Ela chegou a ser encaminhada até uma companhia da PM, onde tentou registrar a ocorrência, mas não teve sucesso. "O lugar estava vazio, porém, não quiseram registrar o boletim já que eu não lembrava o nome da rua onde ocorreu", reclama Laís Silveira. A promotora contou ainda que uma militar, identificada apenas como cabo Rosângela, ainda teria se recusado a verificar o veículo com as pichações, além de que questionar se o procedimento seria para recebimento de seguro.



Promotora ameaçada
Lorenza Silva, que é casada com um promotor de Justiça, ficou desesperada com a ameaça (Foto: Eugênio Moraes)

Há dois anos, ela e Lorenza, que é casada com um promotor de Justiça, estariam recebendo ameaças de uma pessoa próxima. Apesar de desconfiar quem seja o autor da mensagem, ela não descarta a possibilidade de que seja retaliação ao seu trabalho. "Não tinha costume de ir ao Bairro Belvedere. Saí da promotoria, busquei minha amiga e fui para o encontro, o que me leva a acreditar que estava sendo seguida desde cedo", ressaltou.

De acordo o comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Ricardo Garcia Machado, o fato de a promotora ter tido dificuldades para registrar a ocorrência chegou ao conhecimento dele por meio da Imprensa. O militar disse que a Corporação irá apurar o ocorrido. Já a promotora informou que só conseguiu fazer um boletim, na manhã desta quinta-feira (15), no Juizado Especial Criminal.

Fonte: "Jornal hoje em Dia"


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Att,
Polícia PELA ORDEM

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