Homem forja suicídio da ex-mulher, mas é desmascarado em Araxá


Vítima foi encontrada morta com um frasco de veneno para matar rato ao lado do corpo, mas rapidamente a polícia constatou que ela havia sido enforcada. Suspeito confessou, mas foi liberado

Daniel Silveira - Estado de Minas
Foi enterrado na tarde desta terça-feira no Cemitério São João Batista, em Araxá, no Alto Paranaíba, o corpo da doméstica Ana Cristina de Jesus, de 37 anos, assassinada pelo ex-companheiro. Ele forjou que a ex tivesse cometido suicídio, mas a polícia descobriu a farça e ele confessou o crime. No entanto, foi deixado em liberdade.

O crime ocorreu na noite do último domingo. De acordo com o delegado Vitor Hugo Heisler, sua equipe foi chamada na casa da vítima sob informação de que havia ocorrido um suicídio no local. “Encontramos a mulher deitada na cama, coberta, e a seu lado havia um frasco contendo veneno para matar rato. Como não havia sinais de briga no local, considerou-se a hipótese de suicídio. Mas outros sinais nos fizeram suspeitar de homicídio”, conta.

Segundo o investigador, o corpo de Ana Cristina não apresentava sinais de envenenamento. Não havia, por exemplo, vômito sobre a cama, comum nestes casos. “A perícia identificou marcas no pescoço dela. Já a necropsia identificou lesões no seu pescoço e constatou que ela foi morta por esganadura”, destaca.

As suspeitas imediatamente recaíram sobre o ex-companheiro da doméstica, que é operador de máquinas e tem 35 anos. Segundo o delegado, parentes da vítima contaram que o casal se separou há cerca de seis meses e que a relação deles foi marcada por muita briga e ameaças por parte do homem. Além disso, vizinhos contaram ter visto o carro dele na rua da casa da vítima na noite do crime.

Na tarde da segunda-feira, o suspeito se apresentou espontaneamente na delegacia, em companhia do advogado. “Inicialmente ele negou o crime. Mas, durante o interrogatório acabou admitindo que matou a ex-mulher durante uma briga, motivado por ciúmes. Ele contou que tinha as chaves da casa dela e entrou no imóvel na noite de domingo e logo eles começaram a brigar. Ele simulou o suicídio para tentar livrar-se de suspeitas”, ressalta o delegado Vitor Hugo.

Como o homem não foi detido em flagrante, tendo se apresentado espontaneamente, ele foi autuado por homicídio e liberado em seguida. “Estamos reunindo as provas para, se for o caso, pedir à Justiça a prisão preventiva dele”, afirmou o delegado.



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