Empresários de Nova Lima são presos por receptar madeira furtada

Estado de Minas

Material apreendido pela polícia e que seria vendido aos empresários do Jardim Canadá (Paulo Filgueiras/EM DA Press)
Material apreendido pela polícia e que seria vendido aos empresários do Jardim Canadá
A polícia prendeu um suspeito de furtar madeiras e trilhos de trechos da malha ferroviária localizados entre Itaúna e Itabirito, na Região Central de Minas. Dois empresários de Nova Lima, na região metropolitana, também foram detidos por receptar o material e usar a madeira, que é retirada das dormentes dos trilhos. O produto é usado na fabricação de móveis rústicos, que são vendidos para proprietários de sítios e mansões. Eles são donos das lojas Sonho Rústico e Pedras Decorart, do Bairro Jardim Canadá. Segundo a polícia, os furtos deram prejuízos de cerca de R$ 2 milhões para Ferrovia Centro Atlântica (FCA), empresa controlada pela Vale.

De acordo com a Polícia Civil, Leonardo Mendes é apontado como líder de uma quadrilha de roubos de madeira, mas outras quatro pessoas são investigadas por envolvimento em furtos. Segundo as investigações, Mendes retirava o material das linhas de trem guardava em matagais às margens da ferrovia e buscava a carga com o próprio caminhão.  Ele foi flagrado, na sexta-feira, quando entregava o produtos para José Maria de Araújo, dono do Sonho Rústico, e Quenyo José de Oliveira, proprietário da Pedras Decorart.

De acordo com a polícia, os três suspeitos foram soltos no fim de semana, depois de habeas corpus expedido pela Justiça. Mendes é preso albergado da cadeia de Itabirito, dorme na prisão mas sai para trabalhar. Em sua ficha policial estão assaltos e roubos na cidade. Os dois empresários não tinham passagem pela polícia.

As investigações sobre a quadrilha de roubo de dormentes começou há cerca de seis meses. A polícia descobriu o destino da madeira, mas ainda averigua para onde eram vendidos os trilhos, material de ferro. Foram apreendidas 15 mil dormentes, que Mendes vendia por R$ 80 aos comerciantes de Nova Lima. Nas lojas, as madeiras são, geralmente, comercializadas por R$ 150. 

Segundo a Vale, toda vez que acontecem esses roubos, as ocorrências são registradas na polícia. A empresa colabora com as investigações e faz uma ronda diária que verificar a segurança dos trilhos.
em.com.br tentou falar com José Maria de Araújo, na Sonho Rústico, mas ele não foi encontrado. Quenyo José de Oliveira também foi procurado, porém não quis falar sobre o assunto.


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