Policial reformado também pode estar envolvido em sequestro de criança em Contagem


Casal foi preso nesta terça-feira em um condomínio residencial; polícia suspeita que a mulher possa ter sequestrado outra criança que hoje tem 24 anos

Um policial militar reformado pode estar envolvido no sumiço da menina de 7 anos, ocorrido em Contagem, na Região Metropolitana. A companheira dele, suspeita de ter sequestrado a criança, foi identificada por meio de um retrado falado. O casal foi preso nesta terça-feira, mas a identidade do homem ainda é mantida em sigilo. A prisão do casal revelou o drama de uma jovem de 24 anos que, embora registrada pela mulher, não seria filha biológica dela, e pode ter sido raptada ainda criança. 

A menina, Stefany, foi sequestrada no dia 7 deste mês. De acordo com a polícia, 48 horas depois ela foi registrada como sendo filha do casal. Logo após ser divulgado o retrato falado da acusada, a garotinha foi devolvida à sua família, na quarta-feira passada, um dia depois do registro realizado num cartório de São Joaquim das Bicas.

A mulher, a dona de casa Neli Maria Neves, de 53 anos, e seu marido, um cabo reformado da Polícia Militar, de 65 anos, foram presos nesta tarde num condomínio no Bairro Fonte Grande, em Contagem. De acordo com a delegada Cristina Coeli Cicarelli, chefe da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, os acusados tiveram suas prisões temporárias decretadas, pelo período de 5 dias. 
“Estamos em fase de apuração e, até o momento, temos indícios que apontam para o crime de sequestro e cárcere privado praticados pela acusada. Quanto ao companheiro dela, há apenas suspeitas de participação”, disse a delegada, justificando o sigilo do nome do militar. De acordo com Cristina, a divulgação do retrato-falado da mulher teria resultado em várias denúncias, algumas encaminhadas à Corregedoria da PM, apontando para o envolvimento da companheira do cabo reformado, que já teve passagem pela polícia pelo homicídio de seu ex-marido.

Stefany estava na feira de artesanato do Bairro Eldorado, no domingo dia 7, acompanhada de sua vizinha Líria Martins, de 75, que expõem no local. Neli teria se aproximado delas e levou a menina sob argumento que lhe daria uma mexerica. Segundo a delegada, há suspeitas de que a acusada teria estudado os hábitos de Líria, que cuida da menina para ajudar a mãe dela, Maria Cláudia Rodrigues, de 48. Neli Neves pretendia ficar com a criança e, por isso, teria declarado no registro da garota a idade de 5 anos, para dificultar as investigações no futuro. Dois irmãos da acusada também são investigados por envolvimento no caso.


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Att,
Polícia PELA ORDEM

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