Policial civil é condenado a 16 anos de prisão por morte de colega em MS


Ministério Público Estadual diz que o crime foi motivado por ciúme.
Policial poderá recorrer da sentença em liberdade, segundo o juiz.

Do G1 MS
Julgamento do policial civil Cleidival Vasques, acusado de matar colega de trabalho (Foto: Tatiane Queiroz/G1 MS)Promotor de Justiça Douglas Oldegardo dos Santos
(Foto: Tatiane Queiroz/G1 MS)
O policial civil Cleidival Vasques Bueno foi condenado na tarde desta sexta-feira (5), pelo Tribunal do Júri, em Campo Grande, a 16 anos de prisão em regime fechado pela morte da colega de trabalho, Elaine Viana Yamazaqui.
Na sentença, o juiz Aluízio Pereira dos Santos determina ainda que o policial não deverá perder o cargo em razão do crime ter sido cometido por ele quando não exercia sua função pública.
O crime aconteceu na noite do dia 13 de março de 2009. Na madrugada do dia seguinte, Elaine foi encontrada morta, dentro do carro dela, com um tiro no rosto. O acusado admitiu que mantinha um relacionamento amoroso com a vítima, que também era policial. Ambos trabalhavam na Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (Deam), em Campo Grande. Elaine era casada com outro homem e tinha um filho.

JulgamentoDe acordo com o promotor de justiça, Douglas Oldegardo dos Santos, na manhã do crime Cleidival teria visto um recado de um homem para Elaine na página de relacionamentos dela na internet. Segundo o relato de testemunhas e do próprio acusado, o fato provocou uma discussão entre o casal.
Em depoimentos que constam nos autos do processo, Cleidival informou que após sair do trabalho, Elaine teria ligado duas vezes no celular dele, mas ele não atendeu porque “estava confuso” com o que tinha visto na internet.
O réu relatou ao juiz que encontrou a vítima na faculdade em que ela estudava, por volta das 22h30. Do portão da instituição de ensino, ela acenou dizendo que não falaria com ele, depois entrou no carro e foi embora. O policial, que estava de motocicleta, insistiu e foi atrás de Elaine.
Ainda segundo o réu, durante o trajeto ele parou ao lado do carro da vítima e pediu novamente para conversar. Elaine então parou o carro. Cleidival entrou no banco do passageiro e os dois iniciaram uma discussão.
O advogado de defesa do réu, René Siufi, afirma que ao entrar no carro, seu cliente teria colocado a arma que estava portando em cima do painel do veículo. Ainda segundo o advogado, durante a conversa com a vítima a arma teria caído e na tentativa de segurá-la, teria disparado acidentalmente.
Já o promotor acredita que Cleidival atirou na vítima porque ela teria se exaltado durante a discussão. “Ele confessou que estava confuso, sob forte efeito emocional e que ficou enciumado por causa do recado que viu na internet. Os laudos feitos pela polícia civil apontam que a arma estava apontada para Elaine. A promotoria não tem dúvidas de que ele quis mata-la”, afirmou o promotor.
Vasques foi condenado pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivação fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Ele pode recorrer da condenação em liberdade.


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Att,
Polícia PELA ORDEM

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