Polícia do Rio ganha reforço de 500 PMs por mês até o fim de 2012


Site: Terra
A Polícia Militar vai ganhar um reforço e tanto. Até o fim do ano que vem, 12 mil novos soldados vão integrar os quadros da corporação para ampliar o patrulhamento nos pontos críticos do Estado. Os novatos são oriundos do último concurso, que teve o número recorde de mais de 70 mil inscritos. Para alcançar o índice de contratações, a PM vai formar cerca de 500 recrutas por mês, totalizando sete mil policiais a mais até dezembro. O efetivo atual é de quase 40 mil.

Os novos militares serão distribuídos tanto nas Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) quanto nos batalhões de áreas. O planejamento da divisão ainda não foi concluído, mas um estudo preliminar feito pela corporação indica que áreas com grandes índices de criminalidade, como as zonas Norte e Oeste, devem ser contempladas com o reforço em suas tropas.
Uma verdadeira força-tarefa atua no levantamento de informações e testes dos recrutas: cerca de 250 policiais dão apoio à pesquisa social, exames médicos e psicológicos. O curso de formação tem duração de seis meses e, desde 2010, teve ampliada a grade curricular com sete novas disciplinas, entre elas, direitos humanos.
Um dado curioso levantado entre os recrutas é que, dos sete mil formados até o fim de 2011, mil são mulheres. A grande procura pelas vagas femininas na corporação já havia chamado a atenção da cúpula da PM, que empregou boa parte das 'fems', como elas são chamadas no jargão militar, nas UPPs. A unidade do Morro de São Carlos foi a que recebeu o maior contingente da 'tropa de batom': 53 mulheres.
Moradores, com medo, cobram segurança
Moradores das zonas Sul e Norte reclamam da falta de policiamento. Em Botafogo, na Rua Ministro Raul Fernandes, onde no dia 16 o ex-técnico de futebol Mário Jorge Lobo Zagallo foi assaltado, moradores se mobilizam. "Coloquei aviso nos elevadores e estamos fazendo abaixo-assinado para que o comandante do batalhão do bairro nos receba. Queremos reforço", diz Lourdes Conde, síndica de um condomínio na rua.
No Catete, comerciantes se protegem formando rede de contatos. "Sabemos quem são os moradores, clientes de sempre. Trocar informações é a melhor saída", conta uma lojista, sem se identificar.
É preciso saber planejar a ação
A professora de planejamento operacional de polícia Jaqueline Muniz alerta que organizar o policiamento requer atenção a itens básicos. "É preciso observar características do território, da população e a dinâmica criminal".
Ela lembra que os recursos tecnológicos multiplicam a presença da polícia. Segundo Jaqueline, hoje faltam cerca de 10 mil policiais no Rio. A Polícia Militar alega desconhecer o déficit no efetivo


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Att,
Polícia PELA ORDEM

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