PMs suspeitos de envolvimento em mortes são expulsos da corporação


Do G1
Dois policiais militares suspeitos de envolvimento na morte de dois homens no bairro Sion, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, foram expulsos da corporação. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (29) pelo comandante geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Renato Vieira de Souza. De acordo com o inquérito, Rayder Santos Rodrigues e Fabiano Ferreira Moura foram assassinados e decapitados em um apartamento em abril de 2010.

Segundo o coronel, a decisão foi tomada de acordo com o Código de Ética da Polícia Militar. Os dois policiais estão presos em quartéis e vão ser transferidos para estabelecimentos prisionais comuns. De acordo com o inquérito, eles teriam participado diretamente dos assassinatos.
Os dois militares ainda podem recorrer da decisão, de acordo com Renato Vieira de Souza.

Entenda o caso
Rayder Santos Rodrigues e Fabiano Ferreira Moura foram assassinados e decapitados em um apartamento do bairro Sion, na zona sul de Belo Horizonte, em abril de 2010, de acordo com inquérito. Os corpos foram encontrados mutilados e carbonizados em Nova Lima, na Região Metropolitana da capital. As cabeças e as mãos dos homens ainda não foram encontradas pela polícia. Dentre os suspeitos de cometer o crime, há dois estudantes de Direito, dois policiais, um pastor, uma médica e um norte-americano.

Segundo as investigações, o estudante Frederico Flores seria o chefe da quadrilha. Ele pretendia extorquir as vítimas, que teriam passado por sessões de tortura antes de, de acordo com a polícia, serem friamente executados no apartamento de Frederico, no bairro Sion. No local, foram encontrados vestígios de sangue, e apreendidos livros de conteúdo nazista e de terror. Materiais como DVDs, documentos e computadores também foram recolhidos.

Ainda de acordo com as investigações, os suspeitos teriam feito um churrasco no sábado seguinte à morte das vítimas. Seria uma espécie de reunião com todas as pessoas que estavam envolvidas.

As investigações mostram que os envolvidos fizeram saques das contas de Fabiano Moura e Reyder dos Santos Rodrigues antes de matá-los. Segundo a Polícia Civil, os dois mortos teriam envolvimento com esquema de lavagem de dinheiro e estariam sendo chantageados por Flores.
O Ministério Público Estadual ofereceu denúncia contra os oito envolvidos. O promotor Francisco Santiago pediu a condenação de todos eles por homicídio qualificado, cárcere privado, extorsão, destruição e ocultação de cadáver e formação de quadrilha.

Foram denunciados os estudantes de Direito Frederico Costa Flores de Carvalho e Arlindo Soares Lobo, a médica Gabriela Correia Ferreira da Costa, os policiais militares Renato Mozer e André Luis Bartolomeu, o norte-americano naturalizado brasileiro Adrian Gabriel Grigoceia, o pastor Sidnei Eduardo Benjamin e o advogado Luis Astolfo Charles Bueno.

Segundo inquérito, Frederico contou com a ajuda da médica Gabriela Ferreira, do estudante Arlindo Lobo, do garçom norte-americano Adrian Gricoceia e dos policiais militares Renato Mozer e André Luis Bartolomeu, que teriam participado diretamente dos assassinatos. O pastor Sidnei Bartolomeu também vai responder pela morte dos dois homens. O advogado Luis Astolfo foi absolvido do crime de homicídio.


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Polícia PELA ORDEM

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