PF prende cinco por fraudes em financiamentos no Vale do Rio Doce

A operação prendeu também uma pessoa no Espírito Santo. Segundo a Caixa Econômica, os prejuízos gerados pela quadrilha chegam a R$ 250 mil


Cecilia Kruel - Estado de Minas
 

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira uma operação contra fraudes na obtenção de financiamento bancário junto à Caixa Econômica Federal nas cidades de Governador Valadares e Timóteo, no Valo do rio Doce, em Minas Gerais, e em Vila Velha, no Espírito Santo. Segundo a PF, cinco pessoas foram presas e onze mandatos de busca e apreensão realizados.

O esquema consistia na apresentação desses documentos falsificados para obtenção de financiamento bancário para aquisição de material de construção junto à Caixa Econômica Federal. Segundo o banco, os prejuízos gerados pela quadrilha chegam a R$ 250 mil.

O balanço da operação revelou que três pessoas foram presas na cidade de Governador Valadares, uma em Timóteo e outra em Vila Velha, no Espírito Santo. De acordo com o delegado Cristiano Campidelli, o principal suspeito de integrar a quadrilha é um policial, morador de Governador Valadares, que era responsável pela inserção de informações fraudulentas no sistema da Polícia Civil e falsificação de documentos, como carteira de identidade, comprovante de renda e residência.

O delegado responsável pela operação afirmou ainda que alguns integrantes da quadrilha já tinham sido investigados pela polícia em outras ocasiões. “Vários deles eram conhecidos da polícia”, disse. As investigações começaram em março do ano passado e fizeram parte de uma oura operação que prendeu o dono de uma empresa de material de construção na cidade de Alpercata, no Vale do Rio Doce, em setembro de 2010 e gerou um prejuízo de R$ 200 mil.

Além de realizar fraudes contra a Caixa Econômica Federal, a quadrilha também fraudava documentos em prejuízo de outras instituições bancárias da cidade de Governador Valadares e região. Os envolvidos serão indiciados pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha ou bando, falsidade ideológica de documentos públicos, inserção de dados falsos em sistema de informações, violação de sigilo funcional, obtenção de financiamento em instituição financeira mediante fraude e aplicação de recurso de financiamento em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato. As penas variam de 1 a 12 anos de prisão.


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Polícia PELA ORDEM

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