Governo cria secretaria para cuidar da segurança de grandes eventos


Brasília – Foi publicado hoje (2) no Diário Oficial da União o Decreto nº 7.538, que cria a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos. Parte integrante do Ministério da Justiça, o órgão será responsável pelas ações de segurança em eventos sediados pelo Brasil nos próximos anos – em particular, a Rio+20 e a Copa do Mundo de 2014.
Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, explicou que a nova secretaria tem como objetivo coordenar esforços federais, estaduais e municipais no âmbito da segurança pública.
“É muito importante que a secretaria dialogue também com outras forças do governo federal que estarão nos auxiliando nessa tarefa – particularmente as Forças Armadas, que integram o Ministério da Defesa e que terão um papel subsidiário importante e relevante na segurança pública da Copa do Mundo”.
Segundo ele, a Copa das Confederações de 2013 também deverá ser alvo de ações da secretaria. “Os eventos têm a mesma lógica e implicam um acúmulo de esforços e de integração”. O órgão, entretanto, não será responsável pela segurança dos Jogos Olímpicos de 2016, uma vez que a Autoridade Pública Olímpica (APO) deverá criar uma diretoria específica para tratar do tema.
O decreto prevê a extinção da secretaria em julho de 2015, mas o ministro adiantou que, caso seja necessário, um pedido de prorrogação dos trabalhos poderá ser encaminhado à Presidência da República.
“O importante é que, embora almejando a segurança desses grandes eventos, vamos ter a necessidade de construir e orientar a segurança pública, deixando um legado após a realização a Copa. Não basta ter toda uma filosofia de segurança para a Copa, queremos deixar resultados para a segurança pública do país após esses eventos”.
Comandada pelo atual delegado da Polícia Federal, José Ricardo Botelho, a nova secretaria terá orçamento próprio e, de acordo com o ministério, todos os estados que vão receber jogos da Copa do Mundo foram ouvidos e apresentaram sugestões.
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil


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