Foragido da Justiça de Minas suspeito de comandar quadrilha é preso em São Paulo


Gilcimar da Silva fugiu de penitenciária em 2006 e, para a polícia, comandou diversos assaltos a bancos em Minas, São Paulo e Espírito Santo desde então


Daniel Silveira - Estado de Minas
Publicação: 12/08/2011 18:40 Atualização: 12/08/2011 19:18

Delegado Islande Batista exibe ficha criminal de Gilcimar da Silva (Jorge Gontijo/EM/DA Press)
Delegado Islande Batista exibe ficha criminal de Gilcimar da Silva


Depois de quase cinco anos de buscas, a equipe do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) da Polícia Civil de Minas Gerais conseguiu localizar e prender Gilcimar da Silva, de 31 anos, apontado como chefe de uma das maiores quadrilhas de roubo a bancos do país. Ele foi localizado na capital paulista e trazido para Minas Gerais, onde está detido na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH. Com ele foram apreendidas armas de alto poder de fogo.

Gilcimar estava foragido desde 2006, depois de ser preso por envolvimento no assalto a uma agência do Banco do Brasil, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Na ocasião, houve troca de tiros com a polícia. Ele conseguiu fugir do cerco, mas foi localizado em seguida e preso na Penitenciária José Maria Alkimim, em Neves, de onde fugiu pouco tempo depois.

“Desde que ficou foragido, as polícias de Minas, São Paulo e Espírito Santo estão atrás dele, por causa de uma série de assaltos ocorridos desde então”, afirma o chefe do Deosp, delegado Islande Batista. O policial afirma que Gilcimar se tornou comandante da quadrilha, especializada em grandes assaltos como uso de armamento pesado.

O delegado destaca que só em Minas Gerais havia oito mandados de prisão expedidos contra Gilcimar. “Colocamos nosso serviço de inteligência pra investigá-lo e descobrimos que ele vivia no anonimato em São Paulo. Contamos com apoio irrestrito da polícia de lá para prendê-lo”, conta.


Ação policial 
Ao todo, foram recolhidos três fuzis, uma escopeta, uma pistola calibre 40 e outra 9 milímetros, um revólver calibre 38 e farta munição de calibres diversos (Jorge Gontijo/EM/DA Press)
Ao todo, foram recolhidos três fuzis, uma escopeta, uma pistola calibre 40 e outra 9 milímetros, um revólver calibre 38 e farta munição de calibres diversos


A prisão ocorreu na última terça-feira. “No trajeto até Minas, ele revelou aos nossos investigadores que as armas da quadrilha estavam escondidas em Extrema, no Sul de Minas. Fomos até lá e apreendemos o armamento”, destaca Islande Batista. Ao todo, foram recolhidos três fuzis, uma escopeta, uma pistola calibre 40 e outra 9 milímetros, um revólver calibre 38 e farta munição de calibres diversos.

“Para a nossa polícia não existe fronteira para buscar quem comete crime dentro do nosso estado”, afirma Islande Batista ao comemorar a prisão de Gilcimar. O delegado destaca também que, a partir de agora, será investigada a participação do preso nos assaltos em que é apontado como chefe. 

Para a polícia, ele tem ligações com João Ferreira Lama, conhecido como João de Goiânia, tido também como um dos maiores assaltantes de banco do país. Ele foi preso durante operação policial ocorrida em fevereiro de 2009. Na ocasião, foi apreendida com a quadrilha uma metralhadora anti-aérea calibre 50, que é uma arma de guerra.

A operação que levou à prisão de João de Goiânia, batizada de Vandec, teve como ponto de partida um assalto a um banco de São Gotardo, no Noroeste de Minas, quando um policial, chamado Vandec, foi morto. “Queremos saber se o Gilcimar também participou daquele assalto”, ressalta o delegado.


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