Promotores tornam-se réus no mensalão do DEM

A corte especial do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região aceitou ontem, por unanimidade, denúncia para abrir ação penal contra o delator do mensalão do Distrito Federal (DF), Durval Barbosa, os membros do Ministério Público local Leonardo Bandarra e Deborah Guerner e outras três pessoas supostamente envolvidas em um esquema de extorsão contra o ex-governador José Roberto Arruda. De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, o grupo pediu R$ 2 milhões para não divulgar vídeo em que Arruda aparece recebendo dinheiro de Durval, em meados de 2009.

As outras pessoas que respondem à denúncia são o marido de Deborah, Jorge Guerner, o ex-presidente do grupo Paulo Otávio, Marcelo Cavalho, e a servidora Cláudia Marques. O casal Guerner chegou a aparecer no julgamento pela manhã, mas deixou o tribunal após se sentir mal. O único que acompanhou o julgamento até o final foi o promotor Bandarra.

Deborah já havia sido presa por ter apresentado atestados para provar que seria mentalmente insana - tese rejeitada pela Justiça.

"O que está demonstrado com a denúncia traz no mínimo a certeza de que explicações são necessárias. Há elementos nos autos que embasam a denúncia", disse a relatora Mônica Sifuentes. Os desembargadores disseram que há indícios contra os envolvidos e que apenas uma investigação mais detalhada pode esclarecer se houve crime ou não. Fatos apurados até agora indicam que Deborah e Jorge Guerner participaram da chantagem a Arruda com o vídeo cedido por Barbosa. Cláudia Marques é acusada de ser a intermediária entre Barbosa e o casal Guerner. Já Marcelo Carvalho, segundo a denúncia, participou da reunião em que Guerner tentou extorquir Arruda.

 A defesa de Bandarra negou participação na extorsão do ex-governador. "As imagens mostram Bandarra entrando e saindo da casa. O que isso prova? Que eles tinham uma relação e frequentava a casa dela. Isso está longe de provar que ele tenha planejado a extorsão ao governador. Não existe nenhuma prova concreta", disse a advogada Gabriela Valente.

Os advogados de Deborah questionaram a denúncia. "Sonegaram provas, prenderam inclusive um ex-governador à força e depois oferecem a denúncia e se dizem desinteressados. Tão interessados foram que sonegaram a prova e a deixaram nas gavetas", disse o advogado Paulo Sérgio Ferreira Leite.

Nesse processo do TRF-1, Arruda figura como réu. (Valor Econômico - com agências noticiosas)

Fonte: site da Associação Mineira do Ministério Público


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Polícia PELA ORDEM

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