PF vai investigar relação entre ligações da noiva de Bruno e venda habeas corpus em MG

Segundo Durval Ângelo, Ingrid pode ter falado com homem que teria envolvimento com grupo que negociava compra e venda da liberdade de traficantes


O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Geraias (ALMG), deputado Durval Ângelo, encaminhou à Polícia Federal de Divinópolis, na Região Centro-Oeste do estado, um pedido para que as escutas grampeadas do número da dentista Ingrid Oliveira, noiva do goleiro Bruno, sejam comparadas ao áudio das investigações sobre a venda de habeas corpus em Minas.


Na semana passada, foi divulgado o trecho de uma ligação telefônica do dia 2 de dezembro de 2010 em que Ingrid e Bruno conversam por mais de 10 minutos. O goleiro cita um presente que teria recebido da juíza de Esmeraldas, Maria José Starling. 

Em depoimento prestado no dia 10 de junho às comissões de Direitos Humanos e de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Ingrid acusou a magistrada e o advogado Robson Pinheiro de terem pedido R$ 1,5 milhão em troca de um habeas corpus que tiraria Bruno da cadeia, possibilitando a fuga dele para fora do país.

De acordo com Durval Ângelo, em uma das ligações interceptadas do telefone de Ingrid, ela conversa com um homem identificado como Marcelo, que pode ter relação com o caso que desencadeou a Operação Jus Postulandi, em junho deste ano, para desbaratar uma quadrilha que negociava a compra e venda de habeas corpus. Segundo a PF os valores das liminares podiam chegar a R$ 180 mil e os maiores beneficiados pela soltura eram traficantes de drogas. “Ele se apresenta para Ingrid como um juiz influente em Brasília, critica o sistema judiciário e pede que ela ouça Starling, que lá em Brasília ele resolveria tudo. Esse Marcelo também aparece em ligações interceptadas durante a operação da Polícia Federal”, explica o deputado. Gravações de telefonemas da juíza de Esmeraldas também foram encaminhadas à Polícia Federal de Divinópolis. 

Entenda o caso

Bruno teria usado um telefone da Penitenciária Nelson Hungria para falar com a noiva, intermediado por funcionários. Se acordo com a Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais (Seds), as ligações sociais são concedidas aos detentos somente com autorização e justificativa por motivo relevante - como doença, ausência nas últimas visitas ou morte de algum familiar, ou com recomendação de um médico, psicólogo ou psiquiatra que acompanhe o preso.

Cláudio Dalledone, advogado de Bruno, afirma que o telefonema do goleiro não foi uma regalia. “Todos os presos têm direito a uma ligação a cada 15 dias. Foram 30 dias de interceptação telefônica e houve apenas essa ligação para Bruno”, diz. O defensor do atleta suspeito do desparecimento e morte de Elisa Samudio disse que não tinha conhecimento do grampo telefônico.
 

Fonte: site do Jornal Estado de Minas


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