Operação em Divinópolis tira usuários de drogas das ruas e oferece tratamento

Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, decidiu declarar guerra às drogas. A diferença é que dessa vez o foco das ações não são os traficantes ou os chamados "aviõezinhos". Na tarde desta quinta-feira, o Ministério Público e a Prefeitura, em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros, deflagraram a Operação Candidés, que vai retirar os usuários das ruas da cidade e oferecer tratamento para combater o vício.

Ao todo 40 pessoas, dentre eles três adolescentes e duas mulheres grávidas, foram levadas para uma quadra esportiva, no bairro Niterói, onde receberam alimentação, roupas novas e puderam tomar banho. De lá, os usuários foram encaminhados para a sede do Serviço de Referencia em Saúde Mental (Sersan), onde foi separada uma área especial, destinada ao tratamento dos viciados.

De acordo com o promotor Sérgio Gildin, essa foi a primeira etapa da operação, que continuará nos próximos dias. Durante a ação, policiais militares e civis estiveram no pontilhão que liga o bairro Niterói ao Centro da cidade. Considerado um dos cartões postais de Divinópolis, o local estava sendo utilizado como ponto para consumo de drogas. “Estamos articulando essa ação há mais de 90 dias. Vamos desocupar as áreas usadas como ponto dos usuários, a fim de oferecer a eles assistência social e médica”, explica.

O tempo de tratamento de cada um dos usuários será definido pelo médico responsável pelo atendimento. Uma cerca foi colocada no local onde os indivíduos foram encontrados, com objetivo de evitar que a área fosse novamente invadida e utilizada para consumo de entorpecentes. Gildin explica que a medida não tem como intuito a punição, e sim a reintegração social dos indivíduos que, hoje, estão entregues ao vício. “É uma ação social que acontecerá em diversas áreas da cidade utilizadas como ponto de encontro dos usuários”, diz.

De acordo com a delegada Aparecida Quadros, a ação contribuirá também para garantir mais seguranças às ruas da cidade. Ela comenta que os usuários estavam amedrontando a população que precisa atravessar o Pontilhão, chegando a cobrar um “pedágio” de R$ 5. “É uma área muito movimentada, pois liga o bairro ao Centro. Logo, muitas pessoas precisam transitar pela região. Os assaltos na área também começaram a ficar comuns”, conta.

Os próximos passos da operação não foram divulgados para não atrapalhar o andamento da ação. Os menores que forem apreendidos poderão ser enviados a abrigos, caso não tenham familiares. Já os usuários que forem foragidos, serão levados para a Penitenciara Floramar, em Divinópolis.

Fonte: Site do Jornal Estado de Minas


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