Caso Juan: prisão de PMs foi pedida porque foi comprovado que versão deles não era verdadeira, diz delegado


O delegado Ricardo Barboza, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) disse, em entrevista coletiva no fim da manhã desta quarta-feira, que a prisão dos quatro policiais militares do 20º BPM (Mesquita) suspeitos de envolvimento na morte do menino Juan Moraes, de 11 anos, foi pedida por causa de alguns fatores determinantes. Entre eles, o de que provas testemunhais ao longo do inquérito comprovaram que não houve confronto entre os PMs e traficantes - conforme alegavam os militares - e que os disparos foram feitos apenas da direção de onde estavam os policiais.
- Todos os tiros foram de fuzil. Testemunhas disseram ter ouvido rajadas. Isso comprova que não houve disparo de qualquer outra arma e desfaz a versão dos PMs de que Igor (Souza Afonso, de 17 anos, morto na ocasião) estava armado - disse o delegado.
Segundo ele, a análise dos dados do GPS das patrulhas mostrou uma discordância entre os horários: os policiais disseram ter chegado à comunidade Danon, em Nova Iguaçu, às 20h. Já o dispositivo mostra que os PMs chegaram às 18h35m, pararam numa pedreira próxima, entraram por matagal e andaram por ele até chegar ao local do tiroteio.
- A prisão dos policiais neste momento é importante porque existem testemunhas importantes que estão com medo de prestar depoimento. Essas testemunhas podem ajudar a esclarecer a questão da ocultação do cadáver do Juan. Os policiais estão indiciados na ocultação, mas não temos detalhes de como ela aconteceu - disse Ricardo Barboza.
Ele disse, ainda, que apesar de todos os PMs estarem indiciados por dois homicídios e duas tentativas de homicídio qualificados, ainda resta saber qual deles de fato matou Juan. Ricardo Barboza contou também que aguarda o retorno das empresas de telefonia que ainda não deram resposta sobre o pedido de quebra de sigilo feito por ele:
- Elas não estão colaborando e, se preciso, entrarei com uma medida na Justiça.
Fonte: Jornal Extra do Rio de Janeiro


O formulário para comentários é publico, portanto seu conteúdo é de responsabilidade daqueles que postam. Os comentários aqui postados serão, assim que publicados, avaliados pelo administrador e se constatado de conteúdo impróprio ou que ofenda a moralidade ou os bons costumes será excluído.
Att,
Polícia PELA ORDEM

Emoticon