Arma elétrica vai paralisar suspeitos em BH e Varginha

Policiais militares e integrantes das guardas municipais de Belo Horizonte e de Varginha começam a usar, a partir de agosto, pistolas elétricas capazes de imobilizar suspeitos

Em substituição às pistolas automáticas, revólveres e fuzis, usados normalmente pelas forças policiais, armas de eletrochoque, capazes de paralisar criminosos sem feri-los ou matá-los. Essa é a novidade que, a partir de agosto, policiais militares e integrantes das guardas municipais de Belo Horizonte e de Varginha vão levar às ruas para combater a violência. É mais um recurso high tech a ser empregado pelas unidades de segurança estaduais e municipais de Minas, a exemplo do uso de tornozeleiras eletrônicas para vigilância de presos, em uma tendência já consolidada em outros países, onde o emprego de armamento não letal e da tecnologia de ponta está cada vez mais presente na rotina das forças policiais.


Em Minas, as armas de eletrochoque, chamadas de tasers, estão sendo repassadas pelo Ministério da Justiça. São 545 pistolas, 315 das quais serão entregues à Polícia Militar, 200 para a Guarda Municipal de Belo Horizonte e 30 para a Guarda Municipal de Varginha. Quando disparada, a arma libera dardos capazes de atingir um alvo a 10 metros de distância. Há emissão de ondas eletromagnéticas que interrompem a comunicação do cérebro com o resto do corpo, paralisando por alguns instantes os movimentos do alvo, o suficiente para que ele seja facilmente dominado. 

Equipamento tem carga para 100 dardos em alvos a até 
10 metros de distância, emitindo ondas eletromagnéticas
A compra do armamento faz parte da política de segurança do governo federal de trabalhar com o princípio da inteligência e usar instrumentos de menor potencial ofensivo para reduzir a letalidade e lesões corporais graves decorrentes das ações que demandam emprego de força. A distribuição das 454 pistolas de eletrochoque é a maior já feita no estado. Desde 2009, agentes penitenciários têm 40 armas como essas. O uso do equipamento foi iniciado no sistema prisional. Segundo a secretaria, os dardos de choque foram acionados poucas vezes, mas considerados eficientes no controle de tumultos. Recentemente, durante revista rigorosa na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, um detento foi imobilizado porque se recusou a deixar a cela. Em Uberaba, desde junho, 100 guardas municipais usam esse tipo de armamento
.
Da nova remessa de armas não letais, 315 seguem para os batalhões da Polícia Militar, 200 para os guardas municipais da capital e 30 para Varginha. No caso da PM, segundo informou o assessor de imprensa da corporação, capitão Gedir Rocha, um planejamento vai definir quais unidades vão receber o equipamento e em que situações ele deve ser usado. “Possivelmente as tropas especializadas vão receber o material”, afirmou.

Já nas guardas municipais, os agentes de segurança passarão por treinamento prático e teórico antes de ir às ruas com o novo armamento. Um oficial da Força Nacional de Segurança, do Ministério da Justiça, dará as instruções, capacitando-os para o uso dos tasers com segurança.

Em números

545 -
armas

315 - para a PM

200 - para a Guarda Municipal de BH

30 - para a Guarda Municipal de Varginha 
 

Mortais

Em Belo Horizonte, além dos 200 tasers que o Ministério da Justiça vai entregar à Guarda Municipal, a corporação vai usar armamento convencional. São 350 revólveres calibre 38 que já foram comprados e serão distribuídos a integrantes da GMBH até o fim do ano. Os 2,4 mil guardas municipais da capital receberam treinamento e foram submetidos a exames psicotécnicos. No momento, a PBH está tratando da concessão de porte de arma aos guardas.

Em Uberaba, nenhum disparo em 20 dias
Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, 100 guardas municipais estão usando tasers há 20 dias, mas desde as primeiras operações não foi necessário empregar as armas de eletrochoque para dominar ninguém. Os equipamentos, que custaram R$ 350 mil, foram importadas dos Estados Unidos, resultado de um convênio do município com o Ministério da Justiça.

O comandante da Guarda Municipal de Uberaba, Marco Gianvecchio, não esconde a satisfação com as pistolas não letais e diz que a população do município entendeu a necessidade do uso desse tipo de armamento para preservar a vida de todos “Só tínhamos algemas e bastões e entendemos que os tasers servem para proteger a integridade do guarda e também do agressor. Recebemos treinamento de um representante da empresa americana, mas até hoje não fizemos nenhum disparo. Não foi necessário.” A ideia é usar só em último caso, como em tumultos durante manifestações ou ocorrências de perturbação de sossego, normalmente em festas onde os frequentadores ingeriram bebidas alcoólicas e não aceitam as orientações da guarda. (PS) 

Paula Sarapu
Publicação: 07/07/2011 06:00 Atualização: 07/07/2011 06:39


Fonte: Site do Jornal Estado de Minas  


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